Fundação Árvore

Colaborando com o Agrupamento de Escuteiros de Castelo de Paiva, ajudamos a reflorestar os terrenos queimados e diversificar as espécies que têm que habitar neles.

Com os donativos que recebamos através dos projetos Apadrinha uma árvore, os escuteiros de Castelo d ePaiva ajudar-nos-ão a reflorestar os terrenos que agora são cinzas.

Todos os donativos terão um seguimento personalizado. Ao padrinho de cada árvore se informa com imagens e com mails da sua pequena árvore.

A seguir detalhamos o processo desde que os padrinhos realizam o donativo até qie a árvore começa a crescer.

OBRIGADO POR FAZER PARTE DO NOSSO PROJETO

 

Conhece os nossos objetivos e a realidade de um incêndio clicando sobre as imágens a seguir.

OBJETIVOS
REALIDADE DE UM INCÊNDIO
P
reparar o terreno para as chuvas

As árvores e arbustos atuam como um manto protetor do solo frente às chuvas. Um terreno que foi assolado pelas chamas carece desta proteção natural, pelo que a chuva cai diretamente sobre a terra. Isto fará que as vias de escape da água que apresenta o terreno de forma natural se modifiquem pela erosão que a chuva imprimirá no terreno, o que pode provocar inundações.

Por outra parte, as sementes boas que pudessem disseminar pelo solo perder-se-ão, minimizadando as possibilidades de repovoação natural da floresta. Por isso, é vital cobrir o solo com “uma manto” natural de vegetação, de maneira que já não seja tão vulnerável à chuva e que a água acumulada possa voltar a ser reconduzida para as vias de escape naturais do terreno. A construção de pequenas presas e diques pode ser muito útil neste sentido.

R
etirar a madeira queimada.

O próximo passo será limpar a zona afetada retirando a madeira queimada que possa ter ficado espalhada pelo solo, assim como qualquer outro tipo de desperdício. Não só serve de obstáculo para a reflorestação do terreno, como pode gerar pragas de insetos, algo que pode chegar a ser muito prejudicial para um terreno já por si muito deteriorado.

N
ão estragar as árvores que possam recuperar-se

É fundamental limpar o terreno retirando a madeira queimada, mas também o é manter aquelas árvores que possam ter sobrevivido ao incêndio. Espécies como o carvalho podem sobreviver com facilidade um ano. Pode ter acontecido que as suas folhas e ramos tenham ardido e o seu tronco carbonizado, mas trata-se de espécies muito resistentes, e é muito probável que o interior do dito tronco, como as raízes da árvore, se encontrem em boas condições, permitindo a sua recuperação. Manter estas árvores intactas é indispensável para recuperar o tecido vegetal da zona com maior rapidez possível.

P
rojeto de reflorestação

Com o terreno limpo e livre de madeira queimada e demais desperdícios, a seguir deve-se elaborar um projeto de reflorestação. Para fazer isto há que tomar mostras do terreno e planificar bem a dita reflorestação. Desde o número de árvores que se plantarão por hectar até às espécies das mesmas. Há quem considere que os bosques deveriam estar compostos por diverses espécies de árvores, já que isso evitaria a rápida propagação do fogo.

D
iversificação das espécies

Na regeneração artificial da floresta assume um papel muito importante a diversificação das espécies vegetais que se plantem. Não só há que abrir clareiras e eliminar as àrvores excedentes mas também há que reflorestar com distintas espécies, sempre autóctenes. “Quantas mais espécies distintas tenha uma zona uma zona mais difícil é o fogo avançar para ela”.

Sem dúvida, a regeneração natural de uma zona queimada nunca é completa e pode durar uma eternidade sem a ajuda do ser humano. As zonas reduzidas a cinzas, donde a natureza não foi capaz de recuperar por si própria, requer a reflorestação artificial.

REALIDADE DE UM INCÊNDIO

 

Tomemos consciência das consequências do incêndio.

Em outubro de 2017, 80 por cento de Castelo de Paiva ardeu. Dezenas de casas arderam, mais de 200 pessoas foram evacuadas para pavilhões, destruiram-se fábricas, perderam-se postos de trabalho, os campos de cultivo e montes arderam, os animais que não morreram no incêndio ficaram sem casa. Nos últimos 37 anos os bombeiros não tinham visto nada igual. Não há um texto que possa descrever o dano causado tanto nas famílias como no meio ambiente.

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